sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Oasis, Cigarettes & Alcohol

- Estrelas doutor. Estrelas me lembram ele. Mesmo que agora eu as ignore ao máximo.
Depois de uma breve pausa, Maria levanta da cadeira e anda pelo consultório.
- Senta Maria. Acalme-se para podermos continuar com a sessão.
Não consegue, Maria sai do consultório aos prantos e pálida. Chega na rua, acende um cigarro - que começara a tratar feito um filho após a separação - e vai andando até sua casa.
Maria não tinha muito dinheiro, mas quem disse que ela precisava? Não morava no melhor bairro, e quem disse que isso lhe importava? Tudo que ela almejava na vida era amor. E o que por um tempo, havia conseguido.
Casou-se com João aos 23 anos, depois de 3 anos de namoro e 2 de amizade. Ele era bonito e o mais chocante, era gentil, cuidadoso e prestativo. Tudo o que uma mulher procura em um homem, Maria havia achado, e era muito feliz por isso.
Não tiveram filhos juntos e nem faziam muitas viajens. Os dois gostavam de deitar na praia todas as noites de quinta e olhar as estrelas.
Maria costumava dizer às amigas, que o amor de seu marido nunca iria se esgotar e que ele a amava mais que tudo na vida. João, sempre ao se deitar para ver as estrelas toda quinta, observava as Três Marias, que estavam sempre no céu, e dizia que Maria era um ser humano tão perfeito que Deus mandou fazer três cópias dela e nunca tirá-las do céu.
Agora, Maria não pisa mais na praia e as únicas estrelas que ela vê são as que sem querer aparecem diante de seus olhos. Ela se proibiu de olhar para o céu.
Faziam 2 anos que João tinha pedido o divórcio. O amor que eles tinham, foi definhando com as crises de ciúmes de Maria e com a obsessão que ela carregava por ele.
No início, não era assim, eles tinham uma sintonia muito forte e não havia ciúme nenhum que os separasse. Só que como todos os problemas conjugais se iniciam no trabalho, com eles não foi diferente. Maria, começou a ter ciúme da secretária, da estagiária, da faxineira e até da chefe. Sua obsessão levou-a a querer que ele se demitisse.
João não aguentava mais. Seu amor por ela havia sumido. E para piorar, quando dizia que não flertava com nenhuma mulher do trabalho, ela não acreditava e virava noites procurando marcas de batom em suas camisas. Sendo assim, ocorreu o fim da confiança. Em casa, um não falava com o outro e no último dia morando com Maria, ao sair João deixou um bilhete:
''We're all of the stars
We're fading away
Just try not to worry
You'll see us some day
Just take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out
.''

Com isso, teve por fim, o divórcio.
Maria não comparecia a nenhuma audiência e mandava os advogados irem. Ela não queria dinheiro nem bens. Só queria o João, sendo que isso ela já havia perdido.
Depois da separação, Maria foi parar no fundo do poço e começou a viver de aluguel, que conseguia pagar com a bondade de sua mãe - pois torrara seu dinheiro todo em bebidas e cigarros - e ligava pro João umas 5 vezes ao dia. Até descobrir que ele tinha encontrado outra mulher, aí ela ligava umas 10.
No decorrer do tempo, a namorada de João denunciou Maria por invasão de privacidade, e o juiz alegou de imediato, insanidade. Ela, a partir daquele momento, tinha que ir ao psicólogo diariamente para superar sua obsessão por ele e se recompor mentalmente e fisicamente.
Cada sessão, era um fiasco. Maria mal conseguia falar com o psicólogo - que ouso dizer, era meio assustador - e nunca se sentava nas sessões, sempre ficava andando, nervosa e impaciente. Ela ia ver o Dr. Silva por obrigação judicial e achava que não tinha doença alguma. Achava que o amor de João por ela e vice-versa era infinito e que ele só estava equivocado.
Como não podia chegar nem a 400m dele por um decreto, Maria acabou descontando - mais ainda - sua raiva e mágoas nas bebidas e cigarros.
Um dia, no meio da madrugada, João sentiu uma angústia muito forte e foi até o apartamento de Maria, só pra ver como ela estava. Já que ela não podia ligar mais, ele estava com um mau pressentimento. Ao chegar lá, encontrou Maria sentada no chão olhando para janela. Olhando pra ela, sentiu sua dor e toda sua depressão como se fossem dele. E entre tentar explicar o que fazia ali e como sua namorada tinha o deixado sair, ele a enchia de elogios e dizia que tudo o que eles viveram tinha sido verdade e coisas do tipo, estava tentando levantar sua autoestima, pois no caso em que ela se encontrava, o suicídio não era um amigo distante.
Depois de um tempo em silêncio, Maria virou-se para ele e deu uma tragada em seu rosto. Ela não tinha mais sentimentos, seu coração virara pedra e nada parecia ser capaz de fazê-la mudar.
João viu, naquele momento, que não podia fazer mais nada. O passado já a tinha condenado e seu futuro não era promissor.
Deu as costas para Maria e seguiu para a porta. Ao chegar na mesma, Maria jogou um papel amassado em seu pé, no qual continha o seguinte trecho:
''Made a meal and threw it up on sunday I've-
Gotta lot of things to learn
Said I would and I'll be leaving one day-
Before my heart starts to burn.
So what's the matter with you?
Sing me something new... don't you know?
The cold and wind and rain don't know?
They only seem to come and go away.

Stand by me-nobody knows the way it's gonna be...
If you're leaving will you take me with you?
I'm tired of talking on my phone...

Stand by me-nobody knows the way it's gonna be.''
As lágrimas nos olhos de João era inconfundíveis.
Após o acontecido, João e Maria ficaram 1 ano sem se ver, até que Maria faleceu. João foi o único que compareceu ao enterro. Àquela altura, a posição alcólatra de Maria tinha afastado todos de seu redor.
A vida de Maria passou de um amor intenso, á sessões psiquiatricas fracassadas, à bebidas e por fim à cigarros.

Cobrindo uma pequena parte do caixão de Maria, tinha um bilhete deixado por João, que dizia assim:
''So don't go away
Say what you say
But say that you'll stay
Forever and a day
In the time of my life
'Cause i need more time
Yes, I need more time just to make things right
.

I can't find the words to say
About the things caught in my mind
I don't wanna be there when you're coming down
I don't wanna be there when you hit the ground
. 

So don't go away.''.



Credits to Oasis! You Rock!

domingo, 29 de agosto de 2010

Maldito Ano Novo!


Era show do U2. Portanto, culpa do U2. Eu estava tentando falar pra ela, mas ela não me ouvia! De nenhum jeito! E se ouvia, entendia tudo errado. Se eu falava laranja ela entendia rosa. Culpa do U2.
Isso complicou minha vida. No dia do show, nós fazíamos 5 meses de namoro e eu queria terminar com ela. Não é que ela era chata, nem grudenta, é que eu estava interessado em outra. A Robertinha. Uma menina do meu trabalho, uma das meninas mais legais que eu já tive a oportunidade de conhecer. Então, eu não queria mais continuar com a Lu.
Foram 5 meses maravilhosos, mas faziam uns dias que eu estava de olho na Robertinha e ela também estava de olho em mim! Logo, queria investir nisso, já que era recíproco.
Logo no início do show, eu até cheguei a puxar a Lu em um canto para conversar, mas passou um merda cavalão e esbarrou em mim e eu quase caí, aí…eu já não estava no clima de terminar com ninguém. U2 era a banda favorita da Lu, eu gostava um pouquinho também.
No meio do show, quando estava tocando ‘’Vertigo’’ (a música que a Lu mais odeia) eu vi uma oportunidade de ouro pra falar com ela.
Chamei ela num canto. E mesmo o som ainda estando intensamente alto, não liguei e falei: ‘’Lu, tenho que falar com você sobre coisa séria. Sobre a nossa relação. BLÁ BLÁ BLÁ BLÁ.’’ Todo mundo já sabe o resto né!?
Então, quando terminei de falar, olhei bem pra cara dela e ela me abriu um sorriso. Eu achei extremamente esquisito e perguntei do que ela estava sorrindo, óbvio que ela não entendeu nem minha pergunta, nem o que eu tinha falado antes porque ela começou a pular, pular, pular, pular e por fim me olhou e disse ‘’ACEITOOOOOOOOO!!’’. Eu gelei. E ela começou a fazer um discurso do quanto me amava, do quanto sempre me amou e sempre vai me amar e o quanto o pai dela vai ficar feliz com essa notícia e o quanto ele vai me bater se eu magoa-lá. Depois dessa, eu fui pro banheiro vomitar e ela continuou pulando.
Saí do banheiro e a vi pulando e contando a notícia pras amigas. O que seria melhor nessas horas? Tomar um porre ou se matar? Se matar. Fui até o bar e quando ía pegar uma faca pra cortar meus pulsos, me veio o bom senso e eu parei. Sentei no bar. E tomei AQUELE porre.
Depois de ter feito AQUELA besteira e de ter tomado AQUELE porre, resolvi ir pra casa. Lu me viu saindo e perguntou onde eu ía, e eu caindo pelas tabelas (ela só não percebeu, porque também tava malzona) respondi que ia na fármacia ao lado do posto de gasolina comprar camisinha pra mais tarde. Ela sorriu, me deu um tapinha na bunda e foi curtir o show com as amigas.
Logo que ela se virou, peguei o carro e meti o pé de lá. Só que como eu sou um cara com uma sorte do caralho, tinha Lei Seca em frente à casa da minha sogra (o único caminho que eu poderia pegar pra ir pra casa), mãe da Lu, que era separada do meu sogro. Ela era uma velha de 50, interona, tarada por homens novos e que amava beber. Quando fui parado, eu nem tava tão bêbado quanto eu tava na hora que saí do show, isto é, dava pra chegar em casa sem se machucar, fácil. Mas, me pararam, fiz o bafômetro e eu me fudi. Antes de pegarem meu carro, eu fiz um escândalo (me arrependo amargamente disso), e foi isso que despertou a fera. A fera!? Que fera!? Vocês me perguntam. A Dona Suelen, mãe da Lu. Ela apareceu no portão de sua casa e perguntou: ‘’Que barulheira é essa?’’ e todos os policiais ali presentes (que com certeza já visitaram os países baixos da Dona Suelen) responderam: ‘’Nada não Dona, é só um arruaceiro fazendo escândalo’’. Ela olhou pra minha cara, deixou o uísque cair no chão e disse aos ‘’amigos’’ policiais: ‘’Meus amores, esse é o namorado da minha filha! Podem apreender o carro dele, mas deixa ele aqui comigo, não o predam, depois eu pago tudo direitinho! Tudo bem!?’’ e eles: "Ta…Se a senhora for pagar tudo direitinho depois, ta tudo certo!. Ao entrar na casa dela, eu desconfiei logo de cara desse gesto tão bondoso…Logo ela, que sempre se mostrou muito ‘’certa’’ pra mim, me surpreendi que não tenha motivado os policiais a me levarem.
Dentro de sua casa, ela me disse que o melhor jeito que eu poderia retribuir o favor seria se eu massageasse suas costas. Sim, eu sabia da sua tara por homens novos, mas eu não sabia que ela faria isso comigo! O namorado de sua filha, que agora era noivo! Mas sim, ela faria.
Quando viu o meu olhar de surpreso, logo disse: ‘’Você não quer que o pai da Lu pense que você tirou vantagem de uma pobre senhora dentro de sua própria casa depois de ela ter feito um favor enorme a um bêbado, que por ventura era o namorado de sua filha! Quer?’’. Pronto, ta aí. Ela conseguiu me chantagear. Tudo bem que eu não queria me casar com a Lu, mas a última coisa que eu quero no mundo é magoá-la e levar uma surra de seu pai, um militar.
Criei coragem e fui massageá-la nas costas dentro de seu quarto, em sua cama. Massagem vem, massagem vai, transamos. Mesmo tendo sido um sexo forçado, meu desempenho foi impecável, rs. Acho que logo que eu percebi que estava sendo induzido a um sexo forçado com a minha sogra de 50 anos, resolvi aproveitar a situação. Eu sei que é um pensamento meio pervertido, mas eu prefiro ‘’aproveitar’’ do que me sentir violado pela minha sogra, e vocês!? Ah ta.
No dia seguinte, depois de ter pesadelos horríveis relacionados à estupros e sogras malucas com filhas surdas que gostam de bandas infelizes, acordei com a Lu gritando no telefone perguntando onde eu estava. Disse, que quando saí da farmácia comecei a sentir uma dor muito mal na barriga e fui pra casa da minha mãe, e que não quis incomodá-la porque estava com suas amigas e curtindo o show. Ela entendeu e disse que estava indo pra casa de sua mãe almoçar e que me encontrava depois na nossa casa. Eu entrei em pânico. Disse um simples ‘’Ok.’’ pra Lu e desliguei o telefone. Saí da cama correndo e fui botar minhas roupas. Quando estava saindo da casa, a Suelen me chama pelada com dois Martinis na mão, me perguntando onde eu ía. Expliquei que a Lu estava vindo e que eu tinha que ir pra casa. Ela rapidinho começou a arrumar a casa, a tirar qualquer vestígio que eu tenha deixado e a aparentar uma mãe responsável. Eu por sorte ainda tinha minhas chaves de casa, minha carteira e meu celular para chamar um taxi e ir pro depósito de carros o mais rápido possível.
Mesmo querendo, não tive coragem de chegar pra minha sogra e pedir pelo dinheiro que ela disse que ia me dar pra acertar tudo com o carro. Peguei o primeiro taxi que vi e fui direto pro depósito. Chegando lá, como meu carro estava todo acertado com tudo pago, consegui tirá-lo rapidinho. Corri pra casa. Tomei um banho super caprichado para tirar tudo que dizia respeito daquela velha do meu corpo e dormi.
Acordei com a Lu sentada ao lado da cama me olhando com uma cara de quem havia chorado rios. Aí, me toquei que ela acabara de chegar da casa de sua mãe. Me caguei de medo. Me levantei ohando pra ela, e sentei na cama. Quando abri a boca pra perguntar o que havia acontecido ela já veio me cortando com um abraço enorme. Depois dessa eu relaxei, porque coisa ruim que não era! Só que, nesse ponto….eu estava é com medo de notícias, tanto boas quanto ruins.
Depois do abraço, ela sentou no meu colo e me sussurrou o que seria o pior sussurro que eu já escutara na minha vida. Foi bem assim: ‘’Amore, to grávida.’’
…………………………………………………………………….

MALDITO ANO NOVOOOO!!!! Levantei da cama e ela caiu no chão. No chão, ela agarrou me agarrou e ficou abraçando minha perna. Não sei o que me deu, só sei que eu dei um ‘’chutão’’, tipo um ‘’chega pra lá’’ e ela caiu deitada. Quando eu a vi jogada no chão do meu lado, eu só pensei: ‘’Fudeu’’. Tentei de todas as maneiras me desculpar e dizer que eu tinha tido um dia dificílimo e triste porque…….meu peixe tinha morrido…coitado. Ela ficou muito puta, mas MUITO puta! Óbvio né, eu também ficaria. Todos ficaríamos. Ela se levantou e disse: ‘’Eu vou pra casa da minha mãe, que pelo visto é a única pessoa que eu posso contar’’. Hum, acho que não ein, mas tudo bem.
Ela foi e eu fiquei. Fiquei, mas fiquei triste. Porque como eu já havia dito anteriormente, a última coisa que eu quero é magoá-la. Fiquei ligando pra ela noite e dia, noite e dia, noite e dia. Até que no 4 dia de briga, o telefone toca e eu atendo, e é a Lu me dizendo que pensou muito e que vai voltar pra casa pra conversarmos. Fiquei todo animado e confiante! Tinha um zilhão de argumentos possíveis pra ajudar na reconciliação. Daqui uns 3 minutos mais ou menos, me liga a mãe dela: ‘’Ei Huguinho garanhão!! Ó, você ta me devendo uma ein! Fiquei 4 dias inteiro só convencendo minha filha à voltar pra casa, não falar pro pai dela e te perdoar, só pra gente poder repetir aquele dia! Pelo visto, funcionou! Então, amanhã no Motel Matriz ali na Cidade Nova às 21:00, vou estar te esperando com aqueles Martínis que na outra vez não foram aproveitados! Se furar comigo, pode deixar que o pai da Lu, vai bater aí achando que você se aproveitou de mim.Beijos, tchau tchau meu leãozinho!!’’. A velha nem me deixou falar. Furar é que eu não ía, ta maluco!!! Aquela peste da Suelen é uma atriz perfeita, o showzinho que ela faria pra ele, seria espetacular. Assim que eu desliguei o telefone chega a Lu e eu suando que nem um bode de nervosismo.
A Lu é uma pessoa maravilhosa! Sério, ela é uma amiga inigualável! Ela chegou e ficamos conversando horas e horas e eu falando todas as minhas zilhões de desculpas e ela engolindo. No final, nos acertamos! Nos beijamos e eu tentei me mostrar ancioso pela criança! Ela perguntou: ‘’Amore, e o casamento!? Quando veremos!?’’, eu disse que mês que vem poderíamos começar a ver tudo (pena, que não haverá mês que vem, pensei). Eu andava pensando muito sobre isso ultimamente…sabe, eu nunca quero magoá-la, mas o que eu quero da minha vida não é isso, não é ficar com a Lu, não é me casar com ela e ter um filho, e ainda por cima não é ter uma sogra que abusa de mim…simplesmente não é minha vida e nessa altura do campeonato, a Robertinha nem me passava mais pela cabeça! Meu ‘’sonho’’ foi deixado de lado.
No dia seguinte, acordei cedo e sentei-me na varanda pra pensar. Pensei e pensei muito! E cheguei a conclusão de que o único motivo pelo qual eu ainda estou nessa merda de situação é o medo que eu tenho do pai da Lu. Pelo medo que eu tenho do que a mãe dela vai falar se eu terminar com a Lu, pelo medo do que o pai dela vai fazer comigo se eu terminar...sabe, eu sou um total viadinho! É, eu so isso.


Sou!? Porque se vocês vissem o tamanho daquele cara, e a força que ele tem e o treinamento que ele da pros recrutas dele….minha nossa, vocês pirariam. Então não dá, não dá pra eu sair dessa situaçao, não dá. Eu sei que vocês devem estar pensando que o pai dela não iria me bater e blá blá…acreditem em mim, ele iria, e iria muito forte! Então é isso, estou condenado….acho que na vida passada eu devo ter sido um estuprador cruel.
Lu acordou com um sorriso lindo e chegou na varanda já falando e falando, falando, falando e enquanto ela falava eu não pude deixar de ouvir o nome que ela vai dar pro bebê (é isso, VAI dar! Eu não tenho opçao). Só que eu não ouvi direito e perguntei: ‘’Amor, pera, qual o nome que você vai dar?’’ e ela: ‘’É Bono amor, do U2! Afinal foi no show deles que você pediu minha mão né!?’’
POOOOOOOOOOOOOOOO…..XA VIDA! CARAMBA, MEU DEUS, MAIS QUE COISA CHATA! MINHA NOSSA QUE CARAMBOLAS!! (sinto que já disse muito palavrão ao decorrer do texto). É meu querido, aqui ta tenso! Depois dessa de Bono, minha vida é literalmente uma merda! Não podia ficar pior né!? Errado, podia.

Mais tarde ela me comunica que de noite ouviu meu celular tocar, e era uma mensagem da Robertinha. Dizendo APENAS um ‘’Meu lindo, faz tempo que não o vejo! Quero te ver no trabalho de novo! Beijos da SUA (PORRA, TINHA QUE TER ESCRITO ISSO?!?!??!) Robertinha’’. Aí realmente fudeu. Lu botou o dedo na minha cara e disse: ‘’Olha só seu puto, se você voltar a vê-la eu te corto o pinto! Ah, e tem mais, se você pisar na bola mais uma vez, meu pai te escalpela, pode deixar que eu vou inventar uma historinha foda pra ele! SE PREPARA’’.

(Mês seguinte)

Lu entra no quarto e diz: ‘’Amor, minha mãe chegou pra te levar pra comprar o terno!!’’.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Silvinha



Silvia Ana Araujo. Era o nome da beldade. Ô mulherzinha bonita, puta que pariu.
Minha mulher que não gostava muito dela né, e já da pra imaginar o porque...Todos os homens sentiam uma atração por ela. Ela era a mulher perfeita. Tinha tudo! Bunda, peito, coxa, barriguinha de tanquinho. Tinha um sorriso lindo e era moreninha de pele com o cabelo pretinho. Seu único problema era ser flamenguista. Mas, isso não me impediu de ficar pensando todo o dia nela. Tanto antes de dormir, quanto no trabalho, enquanto fazia amor com a minha mulher, TODA A HORA.
Ela dominou minha mente de um jeito inimaginável, só que ninguém sabia disso! Até o dia em que eu deixei escapar...e foi isso que arruinou meu casamento.
Eu e minha mulher estávamos entrando em um restaurante no qual tínhamos feito reserva a um mês, o lugar era muito caro e muito bom. Quando fomos falar com a recepcionista para dizer nosso nome e conferir nossa mesa, eu falei:
- A mesa está no nome de Roberto e Silvia.....Mariana!
Minha mulher me olhou com um olhar de ''vou te matar quando chegar em casa''. E a recepcionista, para piorar minha noite, perguntou:
- Com licença, é Silvia ou Mariana?
Aí, eu olhei pra cara daquela infeliz, com um ar de morte e disse:
- Silvia?! Da onde você tirou Silvia?? Eu ein...é MARIANA! M-A-R-I-A-N-A.
Bom...o jantar foi, do início ao fim, constrangedor. Minha mulher me 'fuzilando'' com o olhar e eu olhando para o prato de comida, fazendo os mais ridículos comentários desde ''Onde será que esse pato nasceu??'' à muitos outros mais ridículos que você possa imaginar.
Quando chegamos em casa, o fato de não termos filhos ajudou muito, Mariana começou a ter um ataque. Falou que a Silvinha era minha fantasia erótica (isso é fato, mas...shh!), falou que eu era um babaca, estúpido e insensível (é...é..acho que sim).
Quando ela viu que eu não estava mais dando atenção à ela, parou de falar e foi se deitar. Eu, óbvio, peguei uma passagem de ida para o sofá da sala!
No dia seguinte, minha mulher/ex-mulher (ainda não sei bem nosso status), foi trabalhar, me deixando sozinho em casa.
Eu havia perdido meu emprego faziam meses e eu estava com preguiça de ajeitar minha vida. Devido isso, enquanto a megera estava no trabalho, eu fui ''passear'' pelo bairro. Passei, sem querer, em frente à casa de Silvinha...só por passar mesmo. Eu pensava que ela estava estudando, sei lá! Mas ela estava lá, toda linda, só com a sainha rodadinha da escola, com aquela meinha até o joelho e sem a blusinha! Toda lindinha...toda moreninha...parecia até que estava me provocando. O que eu mais queria era sair de lá antes que alguém me visse, sabe!? Aquelas vizinhas que metem o bedelho em tudo e depois contam pra mal amada lá em casa e eu me fodo.
Mas, Deus do céu, não dava pra sair de lá! Não dava! Ela tava com a cortina semi-aberta e eu estava quase caindo dentro do seu jardim de tanto que eu tentava chegar mais perto! Era assim que eu estava conseguindo ver! Santa cortina! Muito obrigado, agora eu já tenho em quem pensar na próxima vez que eu for ao banheiro...rs, revistas pornôs são para os fracos.
Nunca vi uma mulher demorar tanto para trocar de roupa. A uma hora atrás, ela estava só sem a camisa, agora, depois de meia hora, ela está só de saia e está se olhando no espelho. Que demora mulher, fica logo peladona pra eu poder ocupar minha menteeee!!
Mas, nada feito! Acho que ela me viu...sei lá, só sei que ela foi até a janela, olhou para os lados (eu estava em baixo), olhou para cima e finalmente olhou para baixo..........:O Eu me contorci de um jeito que nem contorcionista já ouviu falar! me enfiei de algum jeito debaixo da janela dela e fiquei com a minha bunda sendo espetada pelos espinhos do jardim. Que decadência ein! Mas o pior, e que não foi decadêcia não!! Eu tinha que me esconder dela de qualquer jeito! Por três motivos: 1- Se a Silvinha soubesse que eu estava em sua janela esperando ela ficar nua, isso acabaria com as chances, mesmo que remotas, de eu ficar com ela. 2- Ia ficar conhecido pelas mulheres do bairro de ''O Tarado'' e 3- Se minha mulher/ex-mulher soubesse disso, ia me botar para fora de casa! E como minha mãe mora na rua...ela também saberia que eu era o tarado! Então não teria outra casa para eu me abrigar.
Quando saí do jardim de Silvinha, eu não estava sentindo minha bunda. Acho que foram os espinhos que ficaram me espetando durante um bom tempo! Uma coisa eu percebi, a Silvinha é daquelas que demora pra fazer tudo! Pra tocar de roupa e até pra sair da janela! PORRA MULHER, seja mais rápida caralho! Minha bunda ta dormente por sua culpa agora.
Saindo de lá, resolvi ir ao médico que por sorte era perto da casa de Silvinha que era perto da minha, pra ele ver o que está se passando com a minha bunda. Chegando lá, ele disse que os espinhos que tinham me espetado eram um pouco venenosos, porém, não letais! Disse que teria que me dar uma injeção com um soro que curaria a dormência causada pelo veneno. Ele me deu a injeção e disse que eu tinha que ficar de repouso, deitado com a bunda para cima por um dia...que merda ein Silvinha, vo te contar....
Cheguei em casa andando que nem uma vítima de estupro, com as pernas abertas e gemendo de dor, com a bunda enfaixada e por cima uma toalha. O médico disse que é extremamente proibido usar calças, shorts, sungas, cuecas...qualquer coisa!
Fui logo me deitando no sofá, não tinha comido nada, só o café da manhã e o resto do dia, incluindo a tarde eu passei de ''tocaia'' na casa da Silvinha! Depois de um tempinho, adormeci. Quando acordei, estava minha mulher/ex-mulher, em pé, ainda com a roupa do trabalho, olhando com cara de espanto para minha bunda!
- Meu Deus do céu, não sabia que o que estavam falando no bairro todo era verdade!
- O que é que andam falando de mim por aí??????
- Meu bem, pelo bairro todo!!!
- Ta, ta, mas o que é???
- Que você, você....(pausa para o choro de Mariana)
- ...Você tinha sido estuprado!!!!!!!!
- O QUE???????????? JESUS ME AJUDA! PUTA MERDA! F-U-D-E-U
Sério....que cena ridícula!! Eu deitado no sofá da minha mulher/ex-mulher, com a bunda enfaixada e para cima, pensando em como a Silvinha deve estar pensando que eu fui estuprado!....Mas.....espera aí......ela vai ficar com pena de mim!! Vai vir aqui, e vai me ''consolar'' desse terrível acontecimento! Vou me fazer de vítima e dizer que meu único remédio para isso tudo é ela! Ela vai concordar lógico! Porque eu sou muito sexy e simpático e nós vamos viver juntos para sempre! E a minha mulher/ex-mulher vai se tocar que ela é uma mal amada e vai meter o pé! Isso! Plano organizado!
Passaram-se dias e a retardada da minha mulher/ex-mulher ficou cuidando de mim! Me dando sopinha e e massageando minha bunda para ajudar a circulação do sangue! Que sorte eu tenho!!! E dias passando, semanas e quando passou um mês, minha mulher/ex-mulher ainda cuidava de mim que nem uma idiota, eu pedi à ela que chamasse o Pedro, um amigo!
Quando o Pedro chegou, mesmo com todo aquele constrangimento de bunda enfaixada e tal..ele se agachou ao meu lado e me perguntou o que eu queria falar com ele. Eu o olhei e perguntei:
- Meu amigo, você pode me dizer se a Silvinha ainda está por aí pelo bairro!? Sabe..a Silvinha, a do peitão, bundão...!! Entãão...
Ele pensou, pensou, pensou..
- Ahhhh Silvinha, lógico que sei!!
- Então cara, me diz aí, ela ainda está por aí!? Porque eu pensei que ela fosse vir aqui em casa me consolar...sei lá
- Ela não veio não!??? Po, também pensei que ela vinha cara....Ela costuma ser tão boazinha né!??
- TU TA FICANDO RETARDADO QUE NEM A MARIANA É!? PORRA, ME DIZ LOGO PEDRÃO!
- Então cara.....po, ela...ela saiu daqui do bairro a um tempão cara, acho que um dia depois de você voltar pra casa do médico cara...
Um silêncio profundo ocupa a sala. Pedro, vendo a cara de Roberto, sai de costas. Mariana aparece com uma sopinha de letrinhas. E quando diz o primeiro ''Abre o bocão'', Roberto se enche com uma raiva tirada do túmulo do Diabo e estrangula a coitada. Virando agora, ex-mulher. Silvinha que o aguarde! Aquela filha da puta!

domingo, 9 de maio de 2010

''Matei quem estava me matando.''



Era uma menina bonita, a primeira namorada dele. A Paula. Pena que morreu com uma faca no coração e os gritos agonizantes ficaram marcados nas cabeças de quem os ouviu, só não na cabeça do Matias, o assassino.
Na verdade não era bem um assassino, ele tinha Transtorno Obsessivo. Por isso, que escreveu, rasgando a pele de Paula com uma faca, o seguinte dizer ''Se não poder ser minha, não serás de ninguém.'' daí a razão dos gritos.
Já a segunda, não era tão bonita, mais despertava em Matias uma atração sem igual, tão sem igual que ficou, antes de abordá-la, observando-a durante um mês. Seu nome era Sabrina, era morena com uma pele branquinha feito a neve, devia ter entre 20, 26 anos. Tinha um sorriso que contagiava qualquer um, talvez seja esse o motivo da atração do Matias.
Mas coitada, não pediu pra ser assim, uma menina tão peculiar, com um sorriso lindo e o mais importante, não pediu para ser um dos muitos alvos de Matias.

Era uma segunda de noite, Sabrina estava saindo de um restaurante, no qual tinha ido sozinha, do outro lado da cidade.
Matias, estava lá. Assim como todas as outras vezes que Sabrina saía de casa.
Ela tinha estacionado o carro um pouco longe do restaurante e a rua estava escura.
Sabrina entrou no carro e quando ia sair da vaga, aparece Matias, que até então era apenas um homem jovem, bonito, pedindo uma informação, nisso, Sabrina abaixa o vidro do carro. Péssima escolha.
Matias, tira um canivete do bolso e diz que se ela gritar arranca todos os seus dentes. Sabrina fica quieta.
Ele entra em seu carro e dirige até a casa de Sabrina. Eles sobem, ele amarra ela em uma cadeira e cobre sua boca. Pega uma cadeira e senta em sua frente. A coitada não aguentava mais chorar de desespero. E Matias começa a explicar a ela o motivo desse acontecimento. Ele explica que estava a observando a um bom tempo e que alguma coisa nela o atraía, falou que ia ficar com ela, até ele se cansar e que ela ia servi-lo de todos os seus desejos e exclamou com muita confiança que ela seria dele e SÓ dele. Sabrina, estava em uma ''rua'' sem saída.

No dia seguinte, Matias deixou Sabrina amarrada e trancada no armário e foi ao mercado comprar tudo o que precisava para não precisar voltar lá tão cedo.
Ao voltar, tirou Sabrina do armário e a botou no meio da sala.
Ela o olhava com olhar de medo e desprezo e ele com olhar de atração e ansiedade. Matias lentamente tirou sua roupa, desamarrou-a e a jogou na cama. A estuprou loucamente umas 5 vezes seguidas. No final, Sabrina estava deitada, olhando para o teto e tremendo, ela estava em choque.

E foi assim, durante dois meses, Sabrina ficou amarrada e era estuprada todos os dias dentro de sua própria casa. Matias mandou ela ligar para todos os amigos e familiares mais próximos e dizer que ia viajar sozinha e que não ligassem, pois queria paz e sossego. Ás contas que chegavam, Matias pagava tudo, ele era riquíssimo. Quando acabava comida, Matias saía e comprava. Era um plano perfeito. Não tinha nada para dar errado. Até que um dia, Matias resolveu comprar drogas.

E a reviravolta aconteceu em uma quarta de madrugada. Matias estava totalmente drogado. Não tinha nenhuma parte de seu corpo que não estivesse alucinada.
E ele ficava afirmando a noite toda, que não ia acontecer nada com ele e que ela ia continuar no lugar que ela estava por um bom tempo. Até que Matias desmaiou, não de overdose, não tinha um motivo plausível. Apenas desmaiou. Sabrina se desamarrou da cadeira e pegou as duas maiores facas que tinha. Jogou um balde de água na cabeça de Matias para ele acordar. Ao acordar estava ainda alucinado, mas dava para entender o que estava acontecendo. Matias ao ver as facas com Sabrina, imediatamente tirou uma arma do bolso. Sabrina chutou a arma para longe e começou a esfaquear Matias em todos os lugares de seu corpo. Primeiro arrancou seu pinto, depois enfiou a faca em seu orifício, depois foi cortando os dedinhos e para fechar botou a faca no topo de sua cabeça e foi cortando ao meio, feito bolo. Segundo ela, foi o bolo mais bem cortado de sua vida.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

''sofrer por um homem, não é consequência, é um hobby."



Nesse mundo, não se pode sonhar com um casamento ''perfeito'' com o homem que você ama. Não se pode querer namorar, nem simplesmente ter alguma coisa mais séria que o normal.
Pra eles é só curtição. É só ''pega 10 mulé em uma festa''. Pra eles não tem essa de eu te amo, eu gosto de você. E se tem, tem que ser no tempo deles, no dia que eles quiserem, na hora que eles quiserem e dane-se o nosso pensamento. Dane-se que a gente queira ficar hoje e não amanhã. Se eles não quiserem, nada feito. Aí entra o orgulho feminino. A gente fala assim: ''Se você não quiser ficar no dia que eu quero, eu também não te quero mais! Vai arranjar outra!''. E eles falam: ''Ok''. E a gente fica chorando em casa, se debulhando em lágrimas por um erro que nós próprias cometemos. Por dois na verdade, o primeiro de ter mandando ele escolher outra e o segundo de ter escolhido o mais escroto. Mais espera aí, a gente não escolheu ninguém. Simplesmente o nosso coração parou de bater, a gente não conseguiu mais respirar, começamos a suar quando o vimos. Nos apaixonamos. E a gente sabia que ele era o mais escroto? SIM. Só que....FODA-SE. Ninguém aqui controla o coração. Muito menos a falta de ar quando o vemos.
A gente queria deixar de gostar dele, óbvio. Mas não dá, no way! Esse amor é inevitável.
Quando ele é escroto, a gente chora. Quando ele não é, a gente pula de felicidade. Quando o encontramos então, sem chances, a gente quase morre.
E mesmo assim, a gente queria ligar o foda-se para eles, mandar eles pra bem longe.....sei sei....aham! Queria muito!
Na minha opinião as mulheres são masoquistas. Sofrem por prazer. Se apaixonar, é consequência. Agora, sofrer por um homem, não é consequência, é um hobby.

(Claro que não estou generalizando. E para as mulheres que tem muito orgulho e realmente conseguem ligar o foda-se para eles, parabéns mesmo)